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Na Volta a Portugal de 2007 foi um dos ciclistas em maior destaque, ao vencer o prólogo e ao vestir a camisola amarela por quatro dias, feitos que Martín Garrido quer repetir este ano, onde já conta com quatro triunfos. Ao Ciclismo Digital, o argentino que tem dúvidas se é mais contra-relogista ou sprinter, falou um pouco de tudo.
Com inspiração na família, Martín Garrido é um dos ciclistas mais importantes na Palmeiras Resort-Tavira e um dos mais talentosos do pelotão nacional, o que desperta o interesse de várias equipas um pouco por toda a Europa.
“Tenho as minhas dúvidas” respondeu o argentino quando lhe perguntamos se era mais contra-relogista ou sprinter e o certo é que vai vencendo das duas formas, fazendo parte do seu palmarés, entre outras conquistas, uma vitória na Volta a Portugal conquistada ao sprint e outra conquistada no prólogo de 2007.
“Disse à minha mulher que se não estivesse no nascimento de Martina e não ganhasse nenhuma etapa, estaria muito perto”
Começou a ganhar no primeiro ano como profissional e no segundo já ganhava na Europa. Para si, qual foi a primeira grande vitória?
Sinto como minha primeira grande vitória o triunfo na primeira etapa da Volta à Galiza, em 2000, quando estava na Relax-Fuenlabrada.
Que recordações tem das três participações na Volta a Espanha?
O que mais recordo é o quanto duro se tornam tantos dias de corridas e as chegadas ao sprint, que me deixavam surpreso por estar a disputa-las com os melhores.
Depois de bons resultados e vitórias em 2004 e 2005, em 2006 ganhou a terceira etapa da Volta a Portugal, após uma queda na primeira etapa e um sprint irregular de outro ciclista o ter prejudicado na segunda. Foi uma vitória de raiva?
E aconteceu esse feito, à terceira venci (risos). À parte dessa raiva e má sorte, tinha nesse dia uma motivação especial porque era o aniversário do meu pai e pude dedicar-lhe a vitória. Antes de partir ele disse-me “só quero uma etapa”.
Continuando com as boas prestações, em 2007 venceu o prólogo e vestiu de amarelo por quatro dias. Esperava isso?
Sabia que tinha essa possibilidade mas queria dedicar o triunfo à minha filha que nasceu no dia antes do prólogo e por isso não pude estar no parto. Disse à minha mulher que se não estivesse no nascimento de Martina e não ganhasse nenhuma etapa, estaria muito perto.
“A estrada põe cada um no seu lugar”
Durante algum tempo não se sabia se continuava em Tavira em 2008 mas continuou e começou o ano a ganhar no seu país, o Tour de San Luís. Um sonho?
A verdade é que ganhar no teu país é o máximo! É muito pouco o que corri na Argentina como profissional e tinha vontade de ganhar algo bom ali, com a minha gente. Desfrutei muitíssimo.
Como se sente para a Volta?
Penso que chego em boa forma mas depois é que se verá. A estrada põe cada um no seu lugar (risos).
Qual será o objectivo pessoal?
Gostaria muito de repetir o que fiz em 2007 e buscarei vitórias de etapas.
“Este ano melhorei nos contra-relógios e nos sprints"
Não estar nos Jogos Olímpicos é uma desilusão?
Uma grande desilusão, porque asseguraram-me que estaria sem problemas e depois de 5 meses dizem-me que não vou. Não podia acreditar.
Sente-se mais sprinter ou contra-relogista?
Tenho as minhas dúvidas (risos). Sei que posso fazer as duas coisas bem mas se preparo bem uma perco na outra. Este ano melhorei nos contra-relógios e nos sprints.
Até onde pensa que ainda pode chegar?
Sinto-me muito bem e vejo que cada ano estou melhor. No dia em que isso já não aconteça, pensarei noutra coisa.
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