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Eleito o melhor do ano pelos visitantes do Ciclismo Digital, Rui Costa foi o ciclista mais regular da Taça das Nações e a ele se deve a grande maioria dos pontos que a ajudou Portugal a vencer a competição. Em entrevista ao nosso site, o futuro corredor da poderosa Caisse d’Epargne fez o balanço de uma temporada de grande nível.
Foi segundo em três das cinco provas por etapas da Taça das Nações, terminou nos dez primeiros o Campeonato do Mundo de contra-relógio e a prova em linha e para finalizar a temporada assinou pela espanhola Caisse d’Epargne, uma das mais fortes equipas a nível mundial. Rui Costa está pronto para o desafio.
“Não sou um atleta de palavras mas sim de obras”
Logo no início de 2008 começaste a confirmar as boas indicações deixadas na temporada de 2007. O que esperavas desta época?
Antes de mais, obrigada ao Ciclismo Digital por esta oportunidade. Eu já havia dito em outras entrevistas e repito: não sou atleta de palavras mas sim de obras. Em vez de prometer, trabalho e esforço-me para alcançar bons resultados. Como 2007 foi bom, só tinha que empenhar-me mais ainda em 2008.
Pela selecção, venceste etapas no Giro delle Regioni e na Taça das Nações de Ville Saguenay mas na classificação geral foste segundo. Que balanço fazes dessas provas?
Apesar dos segundos lugares, faço um balanço bem positivo, pois à custa deles fui o atleta mais regular na Taça das Nações.
À partida para a Volta a França do Futuro, esperavas estar na luta pela vitória?
Não esperava, mas tinha em mente que estava quase em plena forma física, devido aos treinos e aos resultados das clássicas que corri anteriormente.
“A pressão não me ajudou”
Nos Campeonatos do Mundo foste o único a terminar nos dez primeiros o contra-relógio e a prova em linha. O resultado foi dentro do esperado?
Depois do Tour de l’Avenir sabia que podia fazer algo de interessante, apesar do desgaste que sofri, mas não esperava ficar entre os dez melhores nas duas corridas. É verdade que no contra-relógio podia fazer melhor mas a pressão não me ajudou.
Em representação do Benfica, conseguiste bons resultados na primeira metade da época em provas de categoria internacional como a Volta ao Alentejo, a Clássica de Alcobendas e o GPI Paredes Rota dos Móveis. Para correr a Volta a Portugal do Futuro tiveste que passar para a equipa sub-23 e perdeste a Volta a Portugal. Como viste essa situação?
O principal objectivo era os Mundiais e não a Volta a Portugal. Não mudou nada em mim por ter passado para a equipa sub-23 e encarei a situação com normalidade. Até foi benéfico pois tive tempo de me preparar para o Tour.
“Nesta modalidade nada é fácil”
Os bons resultados chamaram à atenção da Caisse d’Epargne, equipa pela qual correrás em 2009. É um sonho?
Desde que ingressei nesta modalidade, sempre sonhei em correr no mais alto escalão a nível mundial e fazer parte de uma equipa Pro Tour. Acho que é o sonho de qualquer ciclista que queira subir na sua carreira. Foi um sonho tornado realidade.
A Caisse d’Epargne é uma das melhores equipas do mundo e conta com muitos ciclistas de enorme qualidade. Que papel esperas ter na equipa?
Estou bem ciente que o que me espera não será tarefa fácil. Aliás, nesta modalidade nada é fácil, mas vou limitar-me a cumprir o que me mandarem.
Já tens uma ideia do calendário que vais fazer?
Ainda não foram apresentados os calendários, mas imagino que o meu trabalho não passará pelas grandes voltas.
“Vou trabalhar o mais que o meu corpo permitir”
Já conquistaste bons resultados em etapas de montanha, em contra-relógio e em chegadas ao sprint. Como te defines como ciclista?
Não gosto de definir-me a mim próprio, mas segundo os especialistas da modalidade sou um ciclista completo.
Quais as metas que tens para o teu futuro?
Não sou de traçar metas no meu presente ou futuro mas para poder passar por elas vou trabalhar o máximo que o meu corpo permitir.
Foto: © Ciclismo Digital e ASO
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