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Aproveitando o seu bom início de época, o Ciclismo Digital esteve à conversa com o júnior Daniel Freitas (Silva & Vinha/ ADRAP). Com três vitórias ao cabo de um mês de corridas e a liderança no Ranking Nacional, o ciclista nortenho mostra-se empenhado em “dar o melhor em todas as provas” para fazer ainda melhor que no ano passado.
Com algumas vitórias importantes no seu palmarés, como a Taça de Portugal de Cadetes, o Campeonato Nacional em linha e de contra-relógio de cadetes, o Troféu Internacional Alves Barbosa (todos estes em 2007), duas vitórias em etapas da Volta a Loulé de 2008 e muitas mais em circuitos regionais, Daniel Freitas (Silva & Vinha/ADRAP) é uma das maiores promessas do ciclismo português.
Depois de um primeiro ano de júnior em que obtiveste algumas vitórias importantes, as duas vitórias na Prova de Abertura e na 1ª Prova da Taça dão boas indicações para a restante época.
Sim, sinto-me bem e vou tentar dar o meu melhor em todas as provas.
Nestas primeiras duas corridas a nível nacional revelaste estar muito forte nos sprints. Este é o terreno onde te sentes melhor?
Acho que sou um bom finalizador, embora me sinta bem em todos os terrenos.
No ano passado a equipa de Alcobaça foi a grande dominadora do escalão, muito por culpa de Amaro Antunes. Pensas que é possível estar ao mesmo nível?
Eles tinham uma boa equipa e penso que isso fez a diferença, embora o Amaro também seja um bom ciclista. Vou trabalhar para isso e só o tempo o dirá.
Como analisas o pelotão júnior deste ano? Está mais equilibrado?
Penso que não seja tão forte como o do ano passado mas tem alguns bons ciclistas.
A nível das outras equipas, quais são os adversários que mais temes?
Acho que não há nenhum adversário a fazer diferença mas há vários que são fortes.
A próxima corrida é a Volta ao Município de Loulé, onde no ano passado venceste duas etapas. Qual o objectivo para este ano?
Acho que é uma prova importante mas também sei que é difícil vencer. No entanto vou tentar fazer melhor do que no ano passado.
No teu percurso tens feito sempre parte da selecção nacional. Achas esta experiência importante para o futuro?
Sim, tem muita importância para um ciclista fazer provas a nível internacional e ganhar muita experiência, portanto é importante para o futuro.
Quais as principais diferenças que encontras nas provas internacionais que fazes pela selecção?
Sem dúvida o ritmo competitivo, que é muito mais elevado.
A selecção nacional vai participar em todas as provas da Taça das Nações. Tens algum objectivo para esta prova?
Sim, gostava de vencer uma das provas. Sei que é um pouco difícil mas vou trabalhar para estar ao mais alto nível.
Este é o teu último ano como júnior, quais são os teus planos para o futuro e quais os teus objectivos a médio e longo prazo?
Ainda não pensei bem no futuro. Para já vou concentrar-me neste ano que ainda está no início. Mais para a frente, sim, vou pensar no futuro.
Fotos: © Ciclismo Digital |